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| Foto: Last.fm |
Mesmo produzindo música desde os 14 anos de idade, o britânico EdSheeran foi descoberto no início de 2011 como o “estranho fenômeno pop do momento”. Ganhou mais notoriedade quando assinou contrato com a gravadora Asylum / Atlantic Records, ganhando espaço comercial com o álbum “+”, lançado em 9 de setembro deste ano. Ainda desconhecido por muitos no Brasil, o ruivo de apenas 20 anos tem conquistado grande público lá fora, o que o levou a ganhar na semana passada (16 de novembro) o prêmio de Melhor Artista Revelação no 8º UK Festival Awards, deixando alguns favoritos para trás, como as (não tão) revelações Jessie J. e Bruno Mars.
O álbum de estreia de Sheeran é uma mescla de sons, indo de melodias românticas bem sustentadas apenas com um violão (como a faixa “Kiss Me”), chegando às batidas do UK hip-hop, com um pé no rap (como a agitada “You Need Me, I Don't Need You”). As letras, em sua maioria, trazem o amor de forma bem original, com frases simples, uma dose de palavrões e situações do cotidiano, fugindo da mesmice do tema. A música “Wake Me Up” é um exemplo: quase que acústica, tendo como base somente um piano e um tom de voz bem calmo, Ed canta sobre a relação com uma garota e as situações românticas (ou não) que passaram, além de conseguir trazer de forma inusitada a frase “E eu sei que você ama Shrek / porque nós o assistimos 12 vezes / Mas, talvez você esteja esperando por um conto de fadas também”. Solta, o trecho parece algo bizarro e infantil, mas no contexto e na melodia da faixa, acaba se tornando uma metáfora inteligente que se encaixa com a música.
Citando-o na música “You Need Me, I Don't Need You”, Ed tem grande influência de Damien Rice, e talvez a faixa que mais se assemelhe seu trabalho com a do irlandês é a apaixonante “Give Me Love”. Iniciando com um timbre calmo e alterando para um mais eufórico no refrão, a música tem vários traços que lembram as melodias de Rice. Outro ponto bem recorrente nas letras do britânico são os cigarros e bebidas alcóolicas. A divertida e alusiva “Drunk” já começa com Sheeran desejando estar bêbado quando acordar “no lado certo de uma cama errada”.
Apesar da sem graça “The A Team” ter sido o single de estreia de sua carreira, onde o próprio Ed Sheeran produziu um videoclipe caseiro onde gastou apenas 20 libras esterlinas, a faixa que mais tem trazido o ruivo para o topo das rádios britânicas é “Lego House” (confira abaixo). Parte desse sucesso se deve ao videoclipe protagonizado pelo ator (e amigo) Rupert Grint, intérprete de Rony Weasley na saga “Harry Potter”. Em todos os seus vídeos Sheeran faz apenas participações, geralmente aparecendo no final.
Com um álbum dinâmico contendo letras lindas e divertidas, Edward Sheeran começou bem a sua carreira, mostrando originalidade e identidade em sua música. Em poucos dias o álbum “+” foi um dos mais tocados no meu Last.fm, passando bandas que ouço há meses e que foram indicações da rede social. Já me assumo fã, e aguardo ansioso novos trabalhos de Sheeran, esperando que ele mantenha (ou melhore) esse estilo tão próprio, carregado de inspirações vindas de amores, garrafas de whisky e maços de cigarros.

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